nossa, quanto tempo?
tanta coisa aconteceu.
assumi um emprego público, me rendi ao concurso.
saí de mera parecerista na assessoria jurídica para chefiar uma equipe de compras, locações e contas públicas.
fui aprender, na marra, sobre locações na administração pública.
a lei de licitações passou a ser minha companheira de todas as horas.
eletrobrás e manaus ambiental passaram a ser parceiras.
Maria Carolina fez a sua primeira viagem internacional, longe do pai, e se comportou bem.
Maria Carolina voltou da Dinamarca aprendendo a dizer "nai, nai" = não!
nosso grupo de mulheres teve altos e baixos, mas segue firme tentando informar sobre VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!
eu me enchi de coragem e já até tive uma primeira audiência sobre o meu caso junto ao CRM/AM.
já vamos para a 3a. audiência pública sobre Violência Obstétrica aqui em Manaus.
ah, quanta coisa.
sinto falta disso aqui, de desabafar por aqui, tinha muitos leitores, eu sei...
vamos retomar?
ah, no meio de tantos acontecimentos, Maria Carolina foi promovida a irmã mais velha! 💚
Originária da Etiópia e difundida para Europa e o Oriente a partir do século XV, a bebida que os árabes chamaram de qah`wa e os turcos de kahve (as duas palavras significam "vinho") chegou a ser proibida tanto no mundo islmâmico quanto em países europeus. O motivo era a alteração do humor que o café provoca.[época, 28/09/2009, p.128]
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de novembro de 2015
sobre procedimentos de rotina: colírio de nitrato de prata
na época em que engravidei pesquisei várias coisas, dentre elas, o famoso colírio inocente, que até então eu nem sabia pra que servia aquilo, mas sabia que todos os bebês recebia duas gotinhas daquele colírio que deixava os olhinhos dos recém-nascidos meio marrom/alaranjado (sei lá) e foi então que eu descobri que só deve ser administrado em bebês que nascem de parto normal e mesmo assim se a mãe tiver um desses dois tipos de bactérias ou se não tiver feito o exame antes para saber se tem gonorreia ou clamídia. (e aqui vale dizer que é controverso o tema a respeito da eficiência do colírio quanto a clamídia)
então, pra não dizer que a louca aqui está inventando conversa fiada e tentando induzir vocês ao tema recorrente violência obstétrica e procedimentos de rotina, deixo aqui uma leiturinha esclarecedora! senão questionadora, vai!
sobre a audiência pública em manaus
aconteceu no dia 23/11/2015, no auditório do prédio anexo do MPF, em Manaus, a 1a audiência pública sobre violência obstétrica.
infelizmente eu não pude estar presente, mas fiquei bem feliz de saber que estava lotado...
fica aqui uma matéria do portal "a crítica" sobre a referida audiência!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
40 semanas e...
uma cesárea indesejada.
sentimento: frustração. impotência.
não sei se sou, mas me sinto sim vítima desse sistema cesarista que está posto em nossa sociedade.
médicos sentem-se deuses.
mulheres grávidas são doentes que precisam de cirurgia.
alguns vão ver como exagero de mulher recém parida, que os hormônios estão desregulados. mas não, não é. a minha escolha não foi respeitada.
passei a gravidez inteira estudando, lendo, debatendo, participando de grupos sobre o parto natural, minha médica se dizia adepta, mas de que forma? adepta até as 40 semanas? quando sabemos que uma gestação pode ir até 42 semanas?
fiquei tão descontrolada, quando, sem qualquer motivo, minha médica disse: arruma tuas coisas que vou te internar hoje. como assim? não entrei em trabalho de parto...
o desespero foi tamanho, era impossível eu conter o choro, eu não tinha a menor condição, consegui mais um dia, arranjei, pra ontem, uma médica que fizesse uma ultrassonografia com Doppler que confirmava estar tudo bem com minha filha, não havendo nenhum indicativo de cesárea... e não havia, minha barriga ainda estava alta, eu só tinha 2cm de dilatação, mas não tinha contrações, apenas leves cólicas.
do dia 10 não passou. questionei, chorei, quase implorei... fui colocada à disposição para procurar outro profissional, mas como? com 40 semanas, quem iria me atender...?
tenho certeza que ouvi coisas desnecessárias... do tipo: ela já tem 3,400kg, vai normal?
meu coração dizia que não era hora mas... eu cedi, com medo, de tanto ouvir: pra que esperar mais se ela já está formada? tudo pode mudar, ela foi tão esperada, é tão amada, hoje está bem, mas num piscar de olhos pode não estar mais... e aí?
até outra médica conhecida se achou no direito de vir, sutilmente, deixar sua opinião a respeito da indução do parto, das 40 semanas... desnecessária a vinda desta pessoa.
me internei, sem forças para ser contra, apenas pedindo a Deus para entrar em trabalho de parto... o que não aconteceu... já com 5cm de dilatação começou a ocitocina... que não fazia efeito nenhum... trocou-se por outra dose e nada, e mais uma dose e nem sinal de baixar a barriga ou contrações... até que eu tive reação, comecei a me tremer incontrolavelmente...
e foi então que, já de madrugada, veio o discurso: fiz o que pude, do jeito que você quis, mas não era pra ser, agora você precisa decidir.
decidir o que? eu não poderia mais voltar pra casa... minha única saída era render-me a cesárea...
é assim foi feito... minha sensação? tristeza profunda. parecia que eu me preparava para um funeral, sim, essa foi a minha sensação...
e seguiu-se a violência, meu marido foi chamado a atenção sobre a proibição de filmar o parto, minha doula foi deixada de lado, tive apertos fortes para me segurar na hora da anestesia, o anestesista puxava com toda a força o acesso do soro que já vinha incomodando desde o quarto e o puxão dado por ele só fez doer mais, mas a essa altura do campeonato nada mais doía tanto quanto o fato de ter que me submeter a uma cesárea... não bastando tudo isso, minha filha nasceu e foi levada para longe, ninguém respeitou a nossa hora de ouro, não me dera ela para que pudéssemos ter o primeiro contato, pelo contrário, mesmo com o teste de apgar dando 9, ela foi levada para os procedimentos de "rotina"... e eu fiquei ali, sozinha, deitada... chorando.
não sei se me recupero. dói, muito. me senti de mãos atadas. me senti impotente.
nem aquela história de que "você não é menos mãe porque fez uma cesárea", ou "foi a vontade de Deus, tudo o que Ele faz é bem feito, o que importa é que ela nasceu saudável"..., não é suficiente para acalmar meu coração...
Dizeres:
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
39 semanas e...
...começam os problemas!
eu e maria carolina passamos bem, graças a Deus, liquido aminiótico normal, tampão mucoso caiu e estamos em contagem regressiva para a entrada em trabalho de parto e a chegada da minha pequena, no entanto, nem tudo são flores... senta que lá vem a história.
além das milhares de ligações de pessoas preocupadas com a demora no nascimento, você vai na consulta médica e ouve...
1. da técnica de enfermagem: tu vais esperar pra ter normal? mas pra quê? agenda logo uma cesárea, tu não precisa sentir dor, passar por nada disso... // oi? cesárea? cirurgia? não estou doente pra ser operada e até o presente momento, quase 10 meses, não tive indicação nenhuma de cesárea;
2. de médico: mas ela já tem 3,266kg, vai normal mesmo? // alô, isso é ultrassom e tem margem de erro de 10% pra MENOS inclusive; e de mais a mais, quem é que vai parir mesmo?
3. de médico: vamos fazer o exame que mede o coração do bb pra saber se ele está em sofrimento // tudo normal e eu quis correr da sala de pré-parto na maternidade porque um dos médicos plantonistas era o próprio cavalo, reclamou o tempo todo de outro médico, em alto e bom tom, se queixou que minha médica não tinha assinado o pedido de exame, logo ele não queria se responsabilizar, fiquei mais de 40 minutos deitada numa maca desconfortável à espera de realizar o dito exame para no fim, constatar que estava tudo normal...
e por aí vai... sinto no fundo do meu coração que as coisas vão fugir do meu controle.
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