quinta-feira, 16 de novembro de 2017

morrendo por antecipação

e aí que o tão esperado show do Bruno Mars vem aí.

@afanali
eu ia no show que ocorreu em Helsinki em maio deste ano, quando estava na Dinamarca, cogitei de ir na Alemanha também, mas como ele abriu a turnê no Brasil, o marido pediu pra eu deixar pra ir no Brasil pois assim ele iria comigo.
confesso que estou super ansiosa, o show é sábado agora. mas ao mesmo tempo, em 2 anos 11 meses e 6 dias, esta será a primeira vez que me separo da Maria Carolina, e eu estou morrendo por isso. fato! já até chorei.
conversando com um amigo, meio bruto, pois ele foi logo dizendo, engole esse choro porque eles tiram isso de letra, nós é que sofremos, acabei me conscientizando que mais cedo ou mais tarde esse dia chegaria. então que cá estou eu, louca pra ir no show, mas aflita por ter que deixá-la, 3 dias que sejam, mas serão os 3 mais longos dias de nossas vidas... sem o sorriso dela, sem chegar em casa e ouvir aquela vozinha dizendo "mamãe eu te amo e amo a Olívia"... 😩
sim, mãe é tudo igual, só muda o endereço, né não mores? 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

III Audiência Pública sobre Violência Obstétrica

Foi realizada em Manaus a 3a. Audiência Pública sobre Violência Obstétrica e este ano contou com a participação dos acadêmicos da área de saúde que puderam relatar os casos por eles presenciados.

Foto: Humaniza Coletivo Feminista
A audiência, além das representantes da HUMANIZA, contou com a participação do Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Amazonas, Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Amazonas, SUSAM, SEMSA, acadêmicos da UEA e demais faculdades, mulheres e ativistas.

Foto: Humaniza Coletivo Feminista





terça-feira, 7 de novembro de 2017

Uma surpresa: Melania Amorim em Manaus!

Às vésperas da 3a. audiência pública sobre Violência Obstétrica eis que a HUMANIZA é surpreendida com a chegada da Dra. Melania Amorim para, em Manaus, debater no Programa APICE ON.

E o melhor de tudo, ela nos marcou em post do facebook e acabou que saímos para bater um papo, ora pois, não perderíamos a estadia da Dra. Melania Amorim em Manaus, por nada neste mundo.

Foto: Humaniza Coletivo Feminista
Dra. Melania Amorim é uma das principais referências quando o assunto é parto humanizado! 

Ela é médica Obstetra com doutorado e pós-doutorado em Ginecologia e Obstetrícia pela Unicamp, pós-doutorado em saúde reprodutiva na OMS, pesquisadora associada da Biblioteca Cochrane, professora de Ginecologia e Obstetrícia da UFCG (Campina Grande), bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Tem mais de 170 artigos publicados em revistas médicas nacionais e internacionais. 

Ápice On é um programa lançado pelo Ministério da Saúde para aprimoramento e inovação do cuidado e ensino em Obstetrícia e Neonatologia - O programa propõe a qualificação da atenção Obstétrica neonatal em 95 hospitais de ensino, universitários e que atuam como unidade auxiliar de ensino no âmbito da Rede Cegonha.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O papel da Doula

Você sabe o que a Doula faz? Pois é, vamos lá... 


A palavra Doula vem do grego e significa “mulher que serve”, sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.

Antigamente o nascimento humano era marcado pela presença experiente das mulheres da família: irmãs mais velhas, tias, mães e avós acompanhavam, instruíam e apoiavam a parturiente e recém mãe durante todo o trabalho de parto, o próprio parto e os cuidados com o recém-nascido.

Atualmente os partos acontecem em ambiente hospitalar e rodeado por especialistas: o médico obstetra, a enfermeira, o pediatra... cada qual com sua especialidade e preocupação técnica pertinente. O cuidado com o bem estar emocional da parturiente acabou ficando perdido em meio ao ambiente impessoal dos hospitais, tendendo a aumentar o medo, a dor e a ansiedade daquela que está dando a luz e consequentemente aumentando as complicações obstétricas e necessidade de maiores intervenções.

A doula veio justamente para preencher esta lacuna, suprindo a demanda de emoção e afeto neste momento de intensa importância e vulnerabilidade. É o resgate de uma prática existente antes da institucionalização e medicalização da assistência ao parto, e que passa a ser incentivada agora com respaldo científico.
Os resultados do apoio da doula vêm trazendo revelações surpreendentes na redução das intervenções e complicações obstétricas, bem como facilitando o vínculo entre mãe e bebê no pós-parto.


Quer saber mais? Clica AQUI!


Ministério da Saúde recomenda o suporte da Doula

"O apoio da doula, além de melhorar a vivência experimentada pelas mulheres que dão à luz, parecem ter uma influência direta e positiva sobre a saúde das mulheres e dos recém-nascidos. Devem, portanto, ser estimuladas em todas as situações possíveis."


"O acompanhamento da parturiente pela doula reduz a duração do trabalho de parto, o uso de medicações para alívio da dor e o número de partos operatórios. Alguns estudos também mostram a redução do número de cesáreas. Também é observado que os grupos de parturientes acompanhadas durante o parto pela doula têm menos depressão pós-parto e amamentam seus recém-nascidos nas primeiras seis semanas de vida em maior proporção que as parturientes dos grupos de controle."



Parto, Aborto e Puerpério - Assistência Humanizada à Mulher, 2001

Foi Por Você

HUMANIZA Coletivo Feminista
A Humaniza vem à público agradecer às mulheres que tiveram coragem de denunciar o que aconteceu com elas durante o nascimento dos seus filhos. 


Foi por causa delas que estamos caminhando para melhorar o atendimento nas maternidades e nas unidades básicas de saúde!



OBRIGADA!!
Espalhem a BOA NOVA!! 
E vamos juntas seguindo...

1. Já estamos na 3ª. Audiência Pública sobre Violência Obstétrica e por dois anos pudemos contar com presenças ilustres como Raquel Marques (presidenta da Artemis) e Melania Amorim (médica ginecologista e obstetra, uma das mais atualizadas do mundo);

2. O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual elaboraram um TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA entre diversas instituições e o movimento social para que sejam desenvolvidas ações para diminuir a violência obstétrica nas nossas maternidades. E hoje contamos com o COMITÊ DE COMBATE À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA DO ESTADO DO AMAZONAS.

3. O MPF e o MPE encaminharam para todas as maternidades uma orientação sobre a Lei do Acompanhante (Lei n° 11.108 de 2005) e sobre a Lei das Doulas (n° 4072 de 2014) .

4. O MPF e o MPE encaminharam para todas as maternidades uma orientação sobre o direito ao prontuário médico (Recomendação n. 07/2017). 

5. As universidades estão abrindo caminhos para o ensino e pesquisa sobre Violência Obstétrica voltada para diversas áreas do ensino: medicina, enfermagem, direito...

6. Um folder foi elaborado sobre Violência Obstétrica pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Amazonas e Defensoria Pública do Estado, para ser disponibilizado em TODAS as maternidades com o seguinte conteúdo: definição de violência obstétrica e quais órgãos procurar para denunciar e/ou reclamar; 

7. Tivemos o 1° Seminário de Obstetrícia Baseada em Evidências em novembro de 2016;

8. Criação do grupo gratuito de apoio psicológico em conjunto com o SUS;

9. Encaminhamento dos casos para judicialização;

10. Proposição de duas leis: uma municipal e outra estadual.

E muito mais!
Obrigada por ter sido corajosa! 
Obrigada por estar ajudando a mudar o atendimento às mulheres do nosso estado!
Juntas somos mais 
#FoiPorVocê
#Humaniza

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

conquista

hoje venho compartilhar aqui um fato marcante: Gabi, que iniciou o movimento contra a violência obstétrica em Manaus, digamos assim, hoje, 5 anos depois, teve acesso ao seu prontuário médico.
a maternidade já tinha dito que não possuía tal documento, mesmo quando questionada pelo MPF, juíza do processo em trâmite, advogada, a própria Gabi, CRM e etc.
uma conquista, não apenas para Gabi que, enfim, pode ler a história do nascimento de sua primeira filha, mas também para nós mulheres que lutamos pelo fim da violência obstétrica no Amazonas!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dica: Cartilha

Direito das Mulheres no Parto

Política Nacional de Humanização

Depois do termo "Violência Obstétrica" que muitos discutem sobre seu uso e até o banalizam, já me vi questionarem sobre o termo "Humanização" no atendimento da área de saúde.

Minha gente, no Brasil, a exceção vira a regra, ou vocês ainda não notaram? Pois então, o atendimento humanizado, que deveria ser normal, hoje precisa -praticamente- ser exigido num consultório médico e nós, da HUMANIZA Coletivo Feminista, já estamos introduzindo o debate no meio acadêmico, causando polêmica mesmo para chamar atenção, de fato, à real necessidade de se retomar o atendimento "humano" na saúde! 

E digo mais, o próprio Ministério da Saúde preconiza diretrizes de Humanização no atendimento da Rede SUS, eu não estou inventando nada não, tá? Confere !