quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Curso de Atualização

Nos dias 10 e 11 de março de 2020, das 8h as 12h, a Humaniza Coletivo Feminista, em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas, realizará o curso de atualização para o enfrentamento da Violência Obstétrica no Amazonas
O público alvo desta atualização serão diretores, gestores e ouvidores das maternidades de Manaus.
O evento ocorrerá no auditório da maternidade Azilda Marreiro.

@HumanizaColetivoFeminista

Caso você, profissional da área de saúde, jurídica ou estudante tenha interesse em participar do curso entre em contato conosco através de nossas redes sociais ou pelo e-mail.

sábado, 25 de janeiro de 2020

vakinha para Priscila Ross

Viemos aqui pedir sua ajuda para Priscila! 
Priscila Ross teve seu filho em 2011, por meio de um parto vaginal sem a devida assistência e esclarecimentos, sofreu uma episiotomia sem seu consentimento esclarecido, ou seja, Violência Obstétrica. 
O corte da epiosiotomia lhe atingiu o ânus e, com isso, restou-lhe uma incontinência fecal, que só veio a ser diagnosticada três anos depois, após Priscila ter ido a diversos médicos em busca de solução para o seu “problema”, renovando-se, portanto, a má assistência e os atos de violência do sistema de saúde para com o usuário. 
Em 2014, ocorreu a tentativa de correção, porém sem sucesso, trazendo uma série de complicações, fazendo com que Priscila tivesse que lidar ainda com os efeitos colaterais disso tudo. 
Priscila segue lutando, entre idas e vindas a São Paulo, em busca de fisioterapia e tratamento, custeado pelo SUS, por meio de TFD, buscando ajuda de amigos e órgãos como a Defensoria Pública da União e a Humaniza, que se solidariza na angústia de Priscila que busca enfim poder realizar a cirurgia que aguarda há 5 anos e, assim, tentar levar uma vida normal e saudável em sua maternidade.
Assim surgiu a ideia de fazer a Vakinha on line para que juntxs possamos mostrar a força da nossa solidariedade!
A Humaniza vem pedir o seu apoio, ajuda e contribuição para cobrir os custos da cirurgia de Priscila. 
Toda a ajuda é bem vinda e concretiza mais um importante passo na erradicação da Violência Obstetra e atendimento às vítimas. 
Priscila representa todas nós, mulheres que lutamos por uma vida digna!
Para doar, clique AQUI!


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Curso de Capacitação

e não é que vai sair mesmo o curso de capacitação jurídica em violência obstétrica aqui em Manaus?

estou tão orgulhosa do nosso coletivo

estaremos disponibilizando uma vaga ao público em geral, basta ir lá na @HumanizaColetivo, acessar a bio e preencher o formulário dizendo porque você tem interesse no curso. 

vale ressaltar que o curso está sendo possível pois vencemos o edital do INSTITUTO AVON, o  FUNDO ELAS, iremos trazer a OGN Artemis, o curso ocorrerá na ESMAM (Escola Superior da Magistratura) e contaremos com o apoio da ANOREG (Associação dos Notários e Registradores do Amazonas) 


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Semana Mundial da Amamentação




é tão difícil amamentar;
difícil porque dói;
difícil porque não nascemos sabendo;
difícil porque não é automático;
difícil porque ninguém nos ensina na gestação;
difícil porque o sistema te engole com as fórmulas a despeito de te proporcionar horas de descanso;
difícil porque nossas mães, tias, vizinhas não amamentaram;
difícil porque a licença maternidade é curta;
difícil porque só uma mamadeira de leite artificial não vai fazer mal;
difícil porque fulana tomou leite artificial e não morreu;
difícil porque se eu fosse você colocava logo uma chupeta;

é tão difícil, por esses e mais diversos motivos!

no Brasil, a média de amamentação exclusiva em livre demanda são 54 dias, PASMEM, 54 DIAS! quando o ministério da Saúde preconiza que amamentemos nossos bebês exclusivamente até aos seis mesmo e após, pelo menos, até os dois anos.
me pergunto como assim se a licença maternidade para algumas mães é de apenas 4 meses? que estímulo é esse? de que forma se quer uma amamentação em livre demanda se essa mãe precisa retornar ao trabalho tão cedo ou optar por abansoná-lo em prol do bebê? sem falar no fato de que uma mãe, principalmente de primeira viagem, além das angústias sobre criar um novo ser, ainda se vê sozinha pois o companheiro/a precisa retornar ao trabalho e ela, muitas vezes, não tem uma rede de apoio, muito menos alguém que a ajude com os afazeres em casa.

precisamos repensar.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

estou vivendo

tanta coisa aconteceu.
sinto saudade da vida de antes.
sinto falta até das futilidades como ir ao shopping e comprar lingerie mesmo sem precisar, só porque gostei.
a vida agora é outra. 
penso primeiro nelas.
guardo o melhor pra minha filha.
não me arrependo. mas sinto saudades, não vou negar.
sei que essa fase vai passar. aliás, minha única certeza.
pretendo voltar e atualizar. 

até mais. breve. 

terça-feira, 24 de abril de 2018

eu pari

de cócoras,
sem anestesia,
28 horas e meia depois
da bolsa estourar,
24 horas de trabalho
de parto em casa,
com apoio do marido,
da amiga, da gineco, da mãe e,
até da minha filha de 3 anos,
e de mais amigas da Humaniza
com exatas 41 semanas,
sem intervenções desnecessárias,
num parto respeitoso,
que teve mamada ao nascer,
bebê direto pro colo,
cordão parou de pulsar antes de cortar,
bebê com circular no pescoço e corpo,

eu pari, de parto natural, 3 anos e 4 meses após uma cesárea!


foto: Fanny Barbosa